Diego Silva Santos, vulgo “Diego Babão”, de 28 anos, morador do bairro Santa Inês, em Itabuna, foi preso na noite desta quarta-feira (9) pela Polícia do Rio de Janeiro, com o apoio da Polícia Civil de Itabuna, sob o comando do delegado regional André Aragão.
Diego Babão é acusado de diversos homicídios em Itabuna e de comandar ataques na região, mesmo estando no Rio de Janeiro.
O governo baiano encaminhará à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), ainda neste mês de agosto, projeto de lei criando uma remuneração especial para policiais da reserva – oficiais e soldados. Segundo o governador Rui Costa, os profissionais da reserva serão convidados a retornar à ativa para exercer funções de retaguarda, a exemplo de monitoramento de câmeras de segurança, que exigem a presença de policiais 24 horas por dia, ao longo de sete dias na semana.
“Com isso, vamos liberar quase dois mil policias de funções de retaguarda e da área administrativa, para atuar nas ruas”, afirmou. Com os dois mil policiais e igual número de novos concursados da Polícia Militar, cujo concurso está em andamento, o governador afirmou que a Segurança Pública do Estado contará com o reforço de mais quatro mil policiais para atuar nas ruas das cidades baianas já no primeiro semestre de 2018.
Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionA cada ano, cerca de 60 mil pessoas são assassinadas no Brasil
Desde o começo do ano, mais de 130 pessoas perderam a vida em meio aos conflitos que se multiplicam nos presídios, mortes que são apenas o aspecto mais evidente da crise crônica de violência vivida pelo país.
A cada ano, cerca de 60 mil pessoas são assassinadas no Brasil, o que equivale a uma taxa de 29 homicídios por 100 mil habitantes, números excepcionalmente altos para um país que não está em guerra, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Para tentar entender o custo econômico que a violência impõe aos brasileiros, a BBC Brasil conversou com especialistas que organizam diferentes estudos sobre o assunto.
Os levantamentos apontam impactos que podem oscilar de 3,78% a 13,5% de toda a riqueza produzida anualmente, dependendo dos fatores avaliados. Mas independentemente da proporção percentual, trata-se de centenas de bilhões de reais saídos dos bolsos dos brasileiros.
Na última sexta, foi divulgado um relatório do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) que estimou o gasto com violência em 16 países da América Latina e Caribe.
O estudo mostrou que em 2014 o crime custou ao Brasil 3,78% do seu PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a US$ 124 bilhões (R$ 386 bilhões).
Segundo o relatório, os gastos públicos com crime são seis vezes maiores do que os investimentos com o programa social Bolsa Família, por exemplo.
O estudo ressalta ainda que seu cálculo é conservador - avalia o impacto dos homicídios em 0,23% do PIB, enquanto um estudo do pesquisador Daniel Cerqueira, do Ipea, sugere 0,61%. "O custo dos homicídios pode ser consideravelmente mais alto que as nossas estimativas", diz o documento.
Para Cerqueira, o banco se ateve a estimativas modestas porque é necessário encontrar uma referência padronizada entre todos os países pesquisados para poder traçar um comparativo.
"Talvez, para acomodar todas essas nações, eles não cheguem a calcular muitos detalhes, como nós fizemos em outros estudos", sugere.
O economista contribuiu para o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que na edição de 2014 estimou o gasto do Brasil com segurança em 5,4% do PIB. Nessa soma entram policiamento, prisões e unidades de medidas socioeducativas - mas ficam de fora investimentos militares, por exemplo.
Cerqueira afirma que os valores mais atuais excedem essa estimativa: "Pelos meus cálculos, o custo da violência hoje está em 5,9% do PIB. Desses, 1,4% é gasto com segurança, 0,4% é gasto com sistema prisional. Outros 2,5% é o custo intangível, que tem a ver com as mortes por homicídios. Além disso tem 1,6%, que é a soma dos custos com segurança privada e com seguro."
Direito de imagemTHINKSTOCKImage captionBrasil perdeu em 2016 mais de R$ 1 trilhão, cerca de 13,5% do seu PIB, de acordo com o estudo 'O Valor Econômico da Paz'
Índice mundial
O principal estudo mundial sobre o tema, o Índice Global da Paz, inclui o orçamento das Forças Armadas em seu cálculo.
O ranking anual é publicado pelas ONGs Vision of Humanity e Instituto para Economia e Paz. De acordo com a última edição, o Brasil está na posição 105 entre 162 países - um retrocesso em relação à centésima posição obtida em 2015.
O relatório serve de base para um estudo mais detalhado, chamado O Valor Econômico da Paz, que afirma que a violência custa ao mundo anualmente US$ 13,6 trilhões, ou US$ 1.876 dólares por pessoa, em valores ajustados por paridade de poder de compra.
Desse montante, US$ 1,79 trilhões estão relacionados a homicídios, tipo de violência preponderante na América Latina e no Brasil.
Esse levantamento explora o conceito de "preço" da violência em custos diretos e indiretos e avalia que o Brasil perdeu em 2016 mais de US$ 338 bilhões - ou seja, mais de R$ 1 trilhão - com o problema.
Por esse cálculo o Brasil, desperdiça cerca de 13,5% do seu PIB com violência. Na média são US$ 1.640, ou R$ 5.140, para cada cidadão ao ano.
Nesse número estão contabilizados gastos diretos com orçamento militar, policial, judicial e em saúde pública, além de perdas indiretas como o prejuízo da queda em produtividade de sobreviventes traumatizados.
O cálculo também estima a redução do desenvolvimento econômico gerado pelo conflito prolongado e pela perda de vidas produtivas.
"A violência contínua destrói o capital humano e físico, o que por outro lado restringe o ambiente de negócios, dificultando a construção de uma paz duradoura", explica Camilla Schippa, pesquisadora do instituto.
Segundo ela, o homicídio custa muito caro para países emergentes, como o Brasil e o México.
"As empresas precisam investir na proteção de seus funcionários com câmeras de segurança, guardas, seguros, etc. É um custo que torna o país menos competitivo, pois esse dinheiro poderia estar indo para aumento de produção, pesquisa e desenvolvimento. Nosso relatório mostra que altos níveis de violência afetam negativamente o investimento estrangeiro direto, o turismo e afins."
Perda econômica
Mas o modo como os custos diretos estão avaliados nesse levantamento não são necessariamente uma perda econômica, avalia o professor Paulo dos Reis, diretor do curso de Relações Internacionais da PUC-SP.
"No caso do Brasil, não estamos em guerra com nenhum país, mas há um custo enorme de administração dessa violência. Gastos com presídio, com toda a infraestrutura de segurança pública, com a manutenção do nosso parque militar, tudo isso faz parte da avaliação", diz.
"O relatório parte do pressuposto de que isso tudo seria um desperdício de dinheiro, mas essa é apenas uma perspectiva. Certamente há outra perspectiva mais esclarecedora, que é a seguinte: não se tratam de gastos errados, ou desperdício, é simplesmente uma questão de prioridades", acrescenta.
"Obviamente, em situações de violência há grupos que ganham com isso. Ou seja, existe gente lucrando, realmente ganhando muito dinheiro com essas dimensões da violência social."
Em resposta à crise penitenciária, o presidente Michel Temer anunciou R$ 900 milhões para ajudar na construção de presídios em 25 unidades da federação.
Direito de imagemTHINKSTOCKImage caption'Há um sério ônus sobre os contribuintes', diz Camilla Schippa
"O estudo tem uma proposta política de apontar o que seria uma irracionalidade do gasto público de não investir em capacidade produtiva", diz. "Mas quando olhamos a situação e pegamos as empresas privadas que fornecem serviços, veja bem, elas estão lucrando. Há agentes, pessoas, instituições, grupos que lucram em situações que esse relatório avaliaria como desperdício de dinheiro."
O levantamento afirma que existe um equilíbrio ideal entre a necessidade de se gastar com segurança para garantir a paz e o aporte irracional de recursos em militarização.
"Nenhum país que investe menos de 0.8% do seu PIB em segurança interna está entre os 42 mais bem colocados no ranking. Por outro lado, nenhum país que investe mais de 2% do seu PIB em segurança está entre os 20 mais pacíficos", diz o documento.
"Compreender o nível ideal de contenção da violência é importante para melhorar os níveis de paz", acrescenta.
"Sem dúvida, a violência é um negócio. Não só do lado de segurança, mas também do lado ilícito do mercado de drogas. Mercado ilícito e crime organizado só funcionam se existir corrupção do Estado. Tem muita gente ganhando de todos os lados", reforça Cerqueira, do Ipea.
Custo para a indústria
Um estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgado em novembro, avaliou que as empresas perdem quase 4,2% do seu faturamento com o problema.
"A cada ano R$ 130 bilhões deixam de ser investidos na produção industrial em função da violência no país", afirmou à BBC Brasil Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da entidade.
A estimativa está baseada em relatório de 2009 do Banco Mundial, com valores corrigidos para 2016. O montante representa o volume que a indústria de transformação gasta com custos de segurança privada e perdas decorrentes de vandalismo e roubo de carga.
"A CNI foi estudar isso por causa da produtividade. Como o Estado não entrega o serviço de segurança pública, você tem empresas que precisam absorver esses custos. Ao invés de investir em uma nova máquina, o empresário tem que investir em uma cerca elétrica, em uma escolta armada. É como burocracia, é difícil se precificar esse custo."
Segundo a entidade, a demanda por segurança privada está crescendo - entre 2004 e 2014, os empregos no setor tiveram uma alta média de 7,2% ao ano.
Direito de imagemTHINKSTOCKImage captionEstudos revelam que custo da violência varia de 5,4% a 13,5% da riqueza gerada no país
Soluções
Cerqueira, do Ipea, concorda com a ligação entre a violência acarreta e uma piora no cenário econômico do país. Para ele, a educação é a solução a longo prazo.
"A redução de 1% na taxa de desemprego e evasão escolar dos homens jovens, de 15 a 29 anos, contribui para o recuo da taxa de homicídio de 2,5%", exemplifica.
Autor do Mapa da Violência, o professor e pesquisador Júlio Jacobo Weiselfisz reforça essa recomendação: "Até hoje a humanidade não inventou melhor forma de mecanismo de inclusão social e mitigação da violência que a própria educação".
Em um levantamento que relaciona nível escolar com a criminalidade, Jacobo concluiu que jovens na faixa de 15 a 19 anos de idade têm uma taxa de homicídio de 44 por grupo de cem mil habitantes - muito superior à média geral de 29.
E dentro desse grupo, a diferença entre os indivíduos com maior e menor educação é brutal.
"Jovens de 15 a 19 anos de idade com 0 a 3 anos de estudo (analfabetos ou com alfabetização deficitária) têm 4.473% mais chances de morrerem assassinados do que aqueles que têm pelo menos 12 anos de estudo (finalizaram o Ensino Médio ou mais)", afirma o estudo.
"De forma proporcional ao tamanho de ambos os universos, para cada um jovem com estudo superior que é vítima de homicídio, morrem outros 46 analfabetos", completa.
"Todos os trabalhos são unânimes em apontar que a educação é o grande caminho de saída do crime. A médio e longo prazo, se não tivermos educação de qualidade para um grande contingente de pessoas, que estão marginalizadas no sistema econômico, a gente não vai dar conta. Somente policiamento e coerção não adianta", diz Cerqueira.
A insatisfação da população com a polícia cresceu no primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para integrar a 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 70,1% da população não confia no trabalho das diversas polícias no País, 8,6 pontos porcentuais acima do registrado no primeiro semestre de 2012.
O FBSP destacou que a credibilidade das polícias está mais próxima da apresentada pelos partidos políticos (95,1% dos brasileiros afirmam que não confiam em legendas políticas) do que pela apresentada pelas Forças Armadas (34,6% não confiam), o que, mostra o documento, indica a necessidade de rever a atuação dos agentes de segurança pública.
De acordo com o fórum, as atuações das polícias desde as manifestações iniciadas em junho são apenas um ponto que precisa ser revisto na política de segurança adotada nos dias de hoje.
Essa semana, a vida pessoal de Alinne Rosa ganhou os noticiários de famosos em todo país. Depois de ser apontada como novo affair do ator Felipe Titto, agora a cantora voltou aos holofotes por causa de um novo curso que decidiu fazer. Segundo a coluna Retratos da Vida, do jornal Extra, a baiana tem relatado aos amigos que está cursando sexo tântrico e que os ensinamentos tem transformado sua vida sexual.
De acordo com a publicação, Alinne ainda tem confidenciado aos mais próximos que procura um "homem potente" para praticar o que aprendeu, o que não seria o Felipe, já que ele negou qualquer relacionamento com a artista.
Sexo tântrico - técnica milenar que ensina a prolongar as preliminares, aumentar a libido e fazer da experiência sexual algo sublime. É o que prometem os ensinamentos sobre sexo tântrico, prática original da Índia baseada no princípio de uma fusão entre amor, sexo e espiritualidade.
O crime organizado perdeu mais um “round” para a polícia itabunense, que “nocauteou” duramente o seu maior adversário, num “combate” que merece aplausos. Depois de tantas apreensões de drogas – “matéria-prima” do tráfico – uma equipe do Oficial de Operações do 15º Batalhão da Polícia Militar apreendeu na noite deste domingo (30), uma submetalhadora Uzi, com silenciador, e uma pistola com adequação para automática.
O pesado armamento, de uso exclusivo das Forças Armadas, foi encontrado dentro de um veículo Jetta, branco, abandonado pelos bandidos no bairro São Roque, na Avenida José Alves Franco que dá acesso aos condomínios Pedro Fontes I e II e ao Semianel Rodoviário. Isso aconteceu após perseguição policial. Os acusados conseguiram furar o cerco e fugiram pelo matagal. As armas e o carro foram apresentados no plantão do Complexo Policial.
A operação, no entanto, ainda não terminou. Os policiais continuam nas ruas à procura dos suspeitos – acredita-se que sejam três. O Verdinho Itabuna está em busca de mais informações.
Uma média de 60 dias. Este é o prazo aproximado para a reabertura do Aeroporto de Itabuna. A notícia, muito comemorada por integrantes do Aeroclube da cidade, foi dada, esta semana, pelo prefeito Fernando Gomes, que participou de uma reunião do Fórum Empresarial, com a presença de investidores de Santa Catarina.
O Aeroclube tem como presidente, Francisco de Assis Lima Menezes, chefe de manutenção do Hospital de Base. Reeleito no último dia 06 de julho, ele terá um mandado de mais dois anos. Sobre a boa nova, quem se manifestou foi o oficial de Justiça, Olívio Borges de Oliveira, tesoureiro da entidade. Olívio adiantou que operários já estão cercando a área do aeroporto, cuja reabertura já foi autorizada pela Aeronáutica.
Uma escola de pilotagem e cursos de aeromoça e de mecânico para aviação estão entre os projetos a serem postos em prática, tão logo o aeroporto volte a funcionar.