Conhecido principalmente por suas esculturas feitas a partir de troncos e raízes de árvores calcinadas pelos incêndios que derrubam densas áreas verdes para transformá-las em pastos, Krajcberg sempre foi um artista engajado. Sua obra transitou pela pintura, escultura, gravura e fotografia. Ele se destacou pelo trabalho em defesa da natureza e por denunciar crimes ambientais, como queimadas, assassinatos de índios, exploração de minérios e desmatamento.
Nascido em Kozienice, na Polônia, em 1921, o artista plástico, judeu, perdeu toda a família durante a guerra, devido ao Holocausto. A partir de 1948, viveu de cidade em cidade, passando pelo Rio de Janeiro, Paris e Ibiza, até que na década de 1970 foi para Nova Viçosa, onde viva numa casa construída sobre um imenso galho de árvore.
Com mais de mil esculturas, seu acervo foi doado ao governo do estado em 2009, continua aguardando que o museu prometido pelo poder público saia do papel. Na ocasião, o artista assinou a escritura de doação de seu sítio em Nova Viçosa, onde vivia e trabalhava, com a contrapartida da instalação da Fundação-Museu pelo estado. O então governador Jaques Wagner se comprometeu de construir quatro prédios no local para abrigar a obra do artista, que é disputada por diversos estados e países. Passados oito anos, segundo Krajcberg, tudo seguia como antes. (Correio)
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